quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

2 de fevereiro - Iemanjá (Bahia)


Continuando nossas comemorações e estudos relacionados à mitologia africana, hoje (2 de fevereiro) o estado da Bahia, comemora o dia de Iemanjá.

África

Na Mitologia Yoruba, a dona do mar é Olokun que é mãe de Iemanjá, ambas de origem Egbá.

História

Pierre Verger no livro Dieux D'Afrique registrou: “Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemanja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros.”

No Brasil

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas. 
Nossa Senhora das Candeias
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à Rainha do Mar. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.

Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta.

Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de “sincretismo” encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais “manifestações pagãs” em suas propriedades. Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a Janaína do Mar e como canções litúrgicas.

Pela primeira vez, no dia 2 de fevereiro de 2010 uma escultura de uma sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida para representação de Iemanjá no grande e tradicional presente da festa do Rio Vermelho, Salvador, Bahia em homenagem à Àfrica e a religião afrodescendente.

Arquétipo dos filhos de Iemanjá

Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos até demais, mas quando se enfurecem são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. Geralmente as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.

As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas, mas formais.

Adoram por à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto.

Diversos

Dia da semana: Sábado.
Saudação: Odoiá
Sincretismo: Nossa Senhora da Glória no Rio de Janeiro no dia 15/08, Nossa Senhora dos Navegantes no Rio Grande do Sul; Nossa Senhora das Candeias, da Purificação, na Bahia, no dia 02/02; Nossa Senhora da Imaculada Conceição em São Paulo no dia 8 de dezembro
Cor: Azul claro e cristal
Contas: cristal e alguns tons de azul claro.
Símbolos: Um leque chamado abebé contendo uma sereia, lua  minguante, peixe.
Elemento: Água.
Algumas ervas: Folha de alfazema, folha de colônia, pariparoba, pata de vaca, rosas, palmas, crisântemos todos  brancos.
Animais: Peixe de água salgada, cabra
Domínios: Oceanos.
Particularidade: Trabalha igualmente com todos acolhendo-os, fortalecendo-os, trazendo esperança. Iemanjá "cria" a todos, desempenhando função de uma grande mãe.
Características: Generosa, caridosa, acolhedora, serena, possessiva.
Equivalências: Tarot - Carta n.º 3 - A Imperatriz, Baralho Cigano - Carta n.º 3 - O Navio
Sincretismo

Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem.

No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial.

Uma das maiores festas ocorre em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes. No mesmo estado, em Pelotas a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2008 chegou à 77ª edição. As embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregavam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.

No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador. Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar - também conhecida como Janaína.
Nossa Senhora dos Navegantes

Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá. Todos os anos, na Praia de Tambaú, instala-se um palco circular cercado de bandeiras e fitas azuis e brancas ao redor do qual se aglomeram fiéis oriundos de várias partes do Estado e curiosos para assistir ao desfile dos orixás e, principalmente, da homenageada. Pela praia, encontram-se buracos com velas acesas, flores e presentes. Em 2008, segundo os organizadores da festa, 100 mil pessoas compareceram ao local.

Comentem ...

2 de fevereiro - Iemanjá (Bahia)


Continuando nossas comemorações e estudos relacionados à mitologia africana, hoje (2 de fevereiro) o estado da Bahia, comemora o dia de Iemanjá.

África

Na Mitologia Yoruba, a dona do mar é Olokun que é mãe de Iemanjá, ambas de origem Egbá.

História

Pierre Verger no livro Dieux D'Afrique registrou: “Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemanja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros.”

No Brasil

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas. 
Nossa Senhora das Candeias
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à Rainha do Mar. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.

Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta.

Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de “sincretismo” encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais “manifestações pagãs” em suas propriedades. Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a Janaína do Mar e como canções litúrgicas.

Pela primeira vez, no dia 2 de fevereiro de 2010 uma escultura de uma sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida para representação de Iemanjá no grande e tradicional presente da festa do Rio Vermelho, Salvador, Bahia em homenagem à Àfrica e a religião afrodescendente.

Arquétipo dos filhos de Iemanjá

Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos até demais, mas quando se enfurecem são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. Geralmente as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.

As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas, mas formais.

Adoram por à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto.

Diversos

Dia da semana: Sábado.
Saudação: Odoiá
Sincretismo: Nossa Senhora da Glória no Rio de Janeiro no dia 15/08, Nossa Senhora dos Navegantes no Rio Grande do Sul; Nossa Senhora das Candeias, da Purificação, na Bahia, no dia 02/02; Nossa Senhora da Imaculada Conceição em São Paulo no dia 8 de dezembro
Cor: Azul claro e cristal
Contas: cristal e alguns tons de azul claro.
Símbolos: Um leque chamado abebé contendo uma sereia, lua  minguante, peixe.
Elemento: Água.
Algumas ervas: Folha de alfazema, folha de colônia, pariparoba, pata de vaca, rosas, palmas, crisântemos todos  brancos.
Animais: Peixe de água salgada, cabra
Domínios: Oceanos.
Particularidade: Trabalha igualmente com todos acolhendo-os, fortalecendo-os, trazendo esperança. Iemanjá "cria" a todos, desempenhando função de uma grande mãe.
Características: Generosa, caridosa, acolhedora, serena, possessiva.
Equivalências: Tarot - Carta n.º 3 - A Imperatriz, Baralho Cigano - Carta n.º 3 - O Navio
Sincretismo

Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem.

No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial.

Uma das maiores festas ocorre em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes. No mesmo estado, em Pelotas a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2008 chegou à 77ª edição. As embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregavam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.

No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador. Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar - também conhecida como Janaína.
Nossa Senhora dos Navegantes

Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá. Todos os anos, na Praia de Tambaú, instala-se um palco circular cercado de bandeiras e fitas azuis e brancas ao redor do qual se aglomeram fiéis oriundos de várias partes do Estado e curiosos para assistir ao desfile dos orixás e, principalmente, da homenageada. Pela praia, encontram-se buracos com velas acesas, flores e presentes. Em 2008, segundo os organizadores da festa, 100 mil pessoas compareceram ao local.

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sábado, 22 de janeiro de 2011

20 de janeiro - Oxóssi

Oxóssi é a expansão dos limites do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo “de fora”, a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

No Brasil, Ibualama, Inlè ou Erinlè é uma qualidade de Oxóssi, marido de Oxum Ipondá e pai de Logunedé. Como os demais Oxóssis é caçador, rei de Ketu e usa ofá (arco e flecha), mas se veste de couro, com chapéu e chicote.



Culto a Oxossi

 Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto no candomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu.

Também é comum Oxossi ser cultuado como o patrono dos caboclos na religião de Umbanda.

Seu habitat é a floresta.
 

Na Umbanda simbolizado pela cor verde
No Candomblé a cor azul clara – também podendo usar a cor prateada.

As roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores acima citadas, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.


Arquétipo dos filhos de Oxossi

As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas, preferem agir a noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar mas quando raivosos, ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.
 

Sincretismo

Rio de Janeiro e São Paulo - São Sebastião (patrono da capital carioca – inclusive feriado estadual)
Bahia - São Jorge

Curiosidade: Em Salvador, no dia de Corpus Christi é realizada uma missa, chamada de Missa de Oxossi com a participação das Iyalorixás do Candomblé da Casa Branca do Engenho Velho.


Experiência pessoal

Minha experiência com essa vibração é uma das melhores coisas que tenho para contar. Além dessa ser a vibração regente em mim, de acordo com a minha data de nascimento, ela também vem junto ao espírito que coordena os trabalhos da SELFB: o Caboclo Tupinambá.

Eu adoro de emaranhar pelas matas a fora, acampar e passar momentos no mato, perto de uma cachoeira, sentir as folhas balançando, ouvir o barulho do vento batendo nas copas das árvores e fazendo aquele barulho que nos traz uma paz interior incrível e maravilhosa. Estar no meio da mata me refaz com extrema rapidez e agilidade. Não há nenhum passe ou banho de ervas tão potente quanto o simples caminhar entre as árvores por um caminho rochoso ou barrento.

O Caboclo Tupinambá nunca foi “barulhento” ao se chegar próximo de mim através da mediunidade, ao contrário, sempre foi silencioso e lento ao se aproximar, mesmo antes mesmo de conhecê-lo e saber de quem se tratava – silencioso como aquele caçador que vai à caça e entra na floresta lentamente e silenciosamente. Lembro-me que ele foi o espírito responsável por me dar o nome da SELFB em 2006, quando eu estava em dúvida sobre isso, pois neste mesmo ano já havia escrito alguns rabiscos sobre as diretrizes de algo que não sabia definir ao certo, escrevendo também algumas questões de ordem pessoal que eu poderia melhorar. Um espírito amigo, que me ajuda a cada dia que passa, e que está a frente dos trabalhos da SELFB. Lógico que tenho várias experiências para contar, mas fica um pouco da história desse amigo.

Abraços

Carlinhos


Dúvidas, críticas e sugestões? Comentem...

20 de janeiro - Oxóssi

Oxóssi é a expansão dos limites do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo “de fora”, a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

No Brasil, Ibualama, Inlè ou Erinlè é uma qualidade de Oxóssi, marido de Oxum Ipondá e pai de Logunedé. Como os demais Oxóssis é caçador, rei de Ketu e usa ofá (arco e flecha), mas se veste de couro, com chapéu e chicote.



Culto a Oxossi

 Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto no candomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu.

Também é comum Oxossi ser cultuado como o patrono dos caboclos na religião de Umbanda.

Seu habitat é a floresta.
 

Na Umbanda simbolizado pela cor verde
No Candomblé a cor azul clara – também podendo usar a cor prateada.

As roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores acima citadas, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.


Arquétipo dos filhos de Oxossi

As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas, preferem agir a noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar mas quando raivosos, ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.
 

Sincretismo

Rio de Janeiro e São Paulo - São Sebastião (patrono da capital carioca – inclusive feriado estadual)
Bahia - São Jorge

Curiosidade: Em Salvador, no dia de Corpus Christi é realizada uma missa, chamada de Missa de Oxossi com a participação das Iyalorixás do Candomblé da Casa Branca do Engenho Velho.


Experiência pessoal

Minha experiência com essa vibração é uma das melhores coisas que tenho para contar. Além dessa ser a vibração regente em mim, de acordo com a minha data de nascimento, ela também vem junto ao espírito que coordena os trabalhos da SELFB: o Caboclo Tupinambá.

Eu adoro de emaranhar pelas matas a fora, acampar e passar momentos no mato, perto de uma cachoeira, sentir as folhas balançando, ouvir o barulho do vento batendo nas copas das árvores e fazendo aquele barulho que nos traz uma paz interior incrível e maravilhosa. Estar no meio da mata me refaz com extrema rapidez e agilidade. Não há nenhum passe ou banho de ervas tão potente quanto o simples caminhar entre as árvores por um caminho rochoso ou barrento.

O Caboclo Tupinambá nunca foi “barulhento” ao se chegar próximo de mim através da mediunidade, ao contrário, sempre foi silencioso e lento ao se aproximar, mesmo antes mesmo de conhecê-lo e saber de quem se tratava – silencioso como aquele caçador que vai à caça e entra na floresta lentamente e silenciosamente. Lembro-me que ele foi o espírito responsável por me dar o nome da SELFB em 2006, quando eu estava em dúvida sobre isso, pois neste mesmo ano já havia escrito alguns rabiscos sobre as diretrizes de algo que não sabia definir ao certo, escrevendo também algumas questões de ordem pessoal que eu poderia melhorar. Um espírito amigo, que me ajuda a cada dia que passa, e que está a frente dos trabalhos da SELFB. Lógico que tenho várias experiências para contar, mas fica um pouco da história desse amigo.

Abraços

Carlinhos


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domingo, 9 de janeiro de 2011

Determinação, fé e vontade de mudar – palavras-chave para 2011

Nós somos acomodados em tudo ao nosso redor. São poucas as pessoas que tem aquela garra e coragem para enfrentar de cabeça erguida os desafios que estão reservados em nossa vida.

Atualmente, converso com muitas pessoas (incluindo eu mesmo) e vejo muitas reclamações, insatisfações, infelicidades e tristezas de todo gênero e grau. Financeiro, amoroso, familiar, material, profissional, enfim, em todos departamentos da vida e, por incrível que possa parecer, não conseguimos olhar para trás e enxergar o básico: Como existem pessoas em situações consideradas piores que a nossa e, mesmo assim, existe a alegria e a vontade de viver nesses corações?

Dia após dia, temos a nossa “disposição” imagens e vídeos dessas pessoas especiais que se superam, mesmo perante todas as verdadeiras dificuldades.

Por que deixei frisado a palavra VERDADEIRAS?

Porque as pessoas que descreverei abaixo, realmente tiveram dificuldades e tinham um “prato cheio” (como diz o ditado popular) para se anularem como seres humanos, como seres da Criação, apenas aguardando o momento do desencarne chegar, desperdiçando MAIS UMA excelente e belíssima oportunidade de reencontro consigo mesmo e com Deus através da superação de seus desafios espirituais.

O primeiro caso é da venerável Irmã Dulce, nascida na Bahia, que se tornou freira logo após a sua primeira comunhão, dedicando-se inteiramente a igreja e aos seus doentes. Lutou muito para conseguir um espaço e atualmente existe um hospital, na Bahia, que foi construído através de sua vontade, dedicação, fé e determinação. Mesmo após ter contraído Enfisema Pulmonar e o próprio médico dela informando que tinha apenas 35% da capacidade respiratória, ela continuou trabalhando para Cristo, com sua fé e amor ao próximo.

Eis as palavras do próprio médico dela em uma ocasião: “Não sei como ela consegue fazer tudo o que faz, pois a capacidade pulmonar dela só permitiria as funções básicas de funcionamento do organismo, nada mais. Só há explicação através de um milagre para descrever essa possibilidade.”

Podemos nos comparar a ela? Uma febre qualquer, dor ou tosse já estamos quase morrendo, não temos condições de lutar, reclamamos da vida, etc, etc, etc.

Logo abaixo, temos dois vídeos mostrando um pouco da vida dessa estrela que veio dos céus para nos iluminar com sua presença na Terra – Irmã Dulce

O segundo caso é de um rapaz chamado Vick Vujicic que nasceu sem os 4 membros do corpo, apenas com uma “asinha de frango” (conforme ele mesmo menciona de maneira brincalhona no vídeo abaixo).

Vocês imaginam o tamanho do desafio desse rapaz?

Qual era dedicação e a determinação que ele deveria ter em vida?

Vamos comparar as dificuldades deles com a nossa?


Será que temos como mensurar nossas “desgraças” ou “dificuldades” com as dele? Não sejamos egoístas ao ponto de respondermos que SIM.

Palavras de Vick: “Todos choraram o meu nascimento, e se perguntaram o porquê de Deus ter permitido que aquilo tivesse acontecido com  minha família, sendo que minha mãe me deu uma irmã e um irmão normais. Todos achavam que eu não sobreviveria. Quando fiz 15 passei a dedicar minha vida a Deus. Hoje tenho 23 e terminei meu curso universitário de comércio, me formando em planejamento financeiro e contabilidade. Eu também dou palestras de motivação. Tenho muitos objetivos. quero ser independente financeiramente até fazer 25, quero ser entrevistado pela Oprah, quero ter um carro adaptado para mim. E quero escrever muitos livros. Estou escrevendo meu primeiro livro ‘Sem braços, sem pernas, sem preocupações’. Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido'
- Vamos parar de justificar e clamar a misericórdia de Deus pelas nossas irresponsabilidades, egoísmo, comodismo, omissão, e etc...etc .. vamos?
- A DEFICIÊNCIA NÃO ESTÁ NO EXTERIOR ESTÁ DENTRO DE NÓS.
- E aí dor de cabeça, de barriga, de lado, de junta, resfriadinho, cólicas, e etc.. e etc...”
Vocês recordam o que eu disse logo no início do post sobre DETERMINAÇÃO, VONTADE E FÉ? Pois então, cadê a nossa fé em nós mesmos? Cadê a nossa determinação em lutar para sermos melhores a cada dia? Cadê a nossa vontade de vivermos e sermos as palavras vivas do Cristo que nos disse: “Vós podeis fazer o que fiz e muito mais”?

Temos de ter determinação e atitude a partir deste ano e deixarmos de nos fazermos de vítimas perante a vida, perante aos espíritos superiores e perante Deus. Vendo esses casos, me sinto envergonhado por várias vezes reclamar de coisas quaisquer, pois hoje enxergo que nada sou e que nenhum problema sério me assola, comparado com o desafios que muitos espíritos encarnados pelo mundo têm nos ensinando, com seu próprio exemplo de vida) a sermos mais dignos de nossa VIDA FÍSICA e valorizarmos nossos pequenos desafios que nos levam ao caminho do Pai.

É isso!

Abraços a todos!

Irmã Dulce 1


Irmã Dulce 2



Nick Vujicic

Carlinhos

Determinação, fé e vontade de mudar – palavras-chave para 2011

Nós somos acomodados em tudo ao nosso redor. São poucas as pessoas que tem aquela garra e coragem para enfrentar de cabeça erguida os desafios que estão reservados em nossa vida.

Atualmente, converso com muitas pessoas (incluindo eu mesmo) e vejo muitas reclamações, insatisfações, infelicidades e tristezas de todo gênero e grau. Financeiro, amoroso, familiar, material, profissional, enfim, em todos departamentos da vida e, por incrível que possa parecer, não conseguimos olhar para trás e enxergar o básico: Como existem pessoas em situações consideradas piores que a nossa e, mesmo assim, existe a alegria e a vontade de viver nesses corações?

Dia após dia, temos a nossa “disposição” imagens e vídeos dessas pessoas especiais que se superam, mesmo perante todas as verdadeiras dificuldades.

Por que deixei frisado a palavra VERDADEIRAS?

Porque as pessoas que descreverei abaixo, realmente tiveram dificuldades e tinham um “prato cheio” (como diz o ditado popular) para se anularem como seres humanos, como seres da Criação, apenas aguardando o momento do desencarne chegar, desperdiçando MAIS UMA excelente e belíssima oportunidade de reencontro consigo mesmo e com Deus através da superação de seus desafios espirituais.

O primeiro caso é da venerável Irmã Dulce, nascida na Bahia, que se tornou freira logo após a sua primeira comunhão, dedicando-se inteiramente a igreja e aos seus doentes. Lutou muito para conseguir um espaço e atualmente existe um hospital, na Bahia, que foi construído através de sua vontade, dedicação, fé e determinação. Mesmo após ter contraído Enfisema Pulmonar e o próprio médico dela informando que tinha apenas 35% da capacidade respiratória, ela continuou trabalhando para Cristo, com sua fé e amor ao próximo.

Eis as palavras do próprio médico dela em uma ocasião: “Não sei como ela consegue fazer tudo o que faz, pois a capacidade pulmonar dela só permitiria as funções básicas de funcionamento do organismo, nada mais. Só há explicação através de um milagre para descrever essa possibilidade.”

Podemos nos comparar a ela? Uma febre qualquer, dor ou tosse já estamos quase morrendo, não temos condições de lutar, reclamamos da vida, etc, etc, etc.

Logo abaixo, temos dois vídeos mostrando um pouco da vida dessa estrela que veio dos céus para nos iluminar com sua presença na Terra – Irmã Dulce

O segundo caso é de um rapaz chamado Vick Vujicic que nasceu sem os 4 membros do corpo, apenas com uma “asinha de frango” (conforme ele mesmo menciona de maneira brincalhona no vídeo abaixo).

Vocês imaginam o tamanho do desafio desse rapaz?

Qual era dedicação e a determinação que ele deveria ter em vida?

Vamos comparar as dificuldades deles com a nossa?


Será que temos como mensurar nossas “desgraças” ou “dificuldades” com as dele? Não sejamos egoístas ao ponto de respondermos que SIM.

Palavras de Vick: “Todos choraram o meu nascimento, e se perguntaram o porquê de Deus ter permitido que aquilo tivesse acontecido com  minha família, sendo que minha mãe me deu uma irmã e um irmão normais. Todos achavam que eu não sobreviveria. Quando fiz 15 passei a dedicar minha vida a Deus. Hoje tenho 23 e terminei meu curso universitário de comércio, me formando em planejamento financeiro e contabilidade. Eu também dou palestras de motivação. Tenho muitos objetivos. quero ser independente financeiramente até fazer 25, quero ser entrevistado pela Oprah, quero ter um carro adaptado para mim. E quero escrever muitos livros. Estou escrevendo meu primeiro livro ‘Sem braços, sem pernas, sem preocupações’. Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido'
- Vamos parar de justificar e clamar a misericórdia de Deus pelas nossas irresponsabilidades, egoísmo, comodismo, omissão, e etc...etc .. vamos?
- A DEFICIÊNCIA NÃO ESTÁ NO EXTERIOR ESTÁ DENTRO DE NÓS.
- E aí dor de cabeça, de barriga, de lado, de junta, resfriadinho, cólicas, e etc.. e etc...”
Vocês recordam o que eu disse logo no início do post sobre DETERMINAÇÃO, VONTADE E FÉ? Pois então, cadê a nossa fé em nós mesmos? Cadê a nossa determinação em lutar para sermos melhores a cada dia? Cadê a nossa vontade de vivermos e sermos as palavras vivas do Cristo que nos disse: “Vós podeis fazer o que fiz e muito mais”?

Temos de ter determinação e atitude a partir deste ano e deixarmos de nos fazermos de vítimas perante a vida, perante aos espíritos superiores e perante Deus. Vendo esses casos, me sinto envergonhado por várias vezes reclamar de coisas quaisquer, pois hoje enxergo que nada sou e que nenhum problema sério me assola, comparado com o desafios que muitos espíritos encarnados pelo mundo têm nos ensinando, com seu próprio exemplo de vida) a sermos mais dignos de nossa VIDA FÍSICA e valorizarmos nossos pequenos desafios que nos levam ao caminho do Pai.

É isso!

Abraços a todos!

Irmã Dulce 1


Irmã Dulce 2



Nick Vujicic

Carlinhos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

6 de janeiro – Dia de Reis

Hoje, comemoramos o Dia de Reis, porém quem eles foram?
Muitas pessoas comemoram o Dia de Reis, mas não conhecem a história, ou parte dela, já que não há muitos detalhes desse registro na Bíblia sobre essa ocasião.

Quem foram os três reis magos?

Os Três Reis Magos, ou simplesmente Reis Magos ou Magos (em grego: μάγοι, transl. magoi), na tradição cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Foram mencionados apenas no Evangelho segundo Mateus, onde se afirma que teriam vindo “do leste” para venerar o Cristo, “nascido Rei dos Judeus”. Como três presentes foram registrados, diz-se tradicionalmente que tenham sido três, embora Mateus não tenha especificado seu número. São figuras constantes em relatos do natividade e nas comemorações do Natal.

Nos 12 versículos em que trata do assunto, Mateus não especifica o número deles. Sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural – e não há nenhuma menção de que eram reis. “Não há evidência histórica da existência dessas pessoas”, diz André Chevitaresse, professor de História Antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “São personagens criados pelo evangelista Mateus para simbolizar o reconhecimento de Jesus por todos os povos.”


História dos Reis

Belchior (também Melchior ou Melquior), Baltasar e Gaspar, não seriam reis nem necessariamente três mas sim, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.

Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.

A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus.

“E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo”
(Mt 2, 10).

Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles.

O ouro pode representa a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém).

O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu
(Salmos 141:2).

A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.

“Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2, 11).

“Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2, 12).

Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles. Devemos aos Magos a tradição de trocar presentes no Natal. Dos seus presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de janeiro, e os pais muitas vezes se fantasiam de reis magos.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata:
“Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.