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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

102 anos de Umbanda - O que estamos fazendo com ela?

Olá pessoal!!!

Alguns acreditam que a Umbanda veio de uma religião chamada AUMPRÃ em uma época remota no passado. Outros acreditam que a religião Umbanda iniciou seus cultos com o advento e o aparecimento de Gabriel Malagrida, nome do espírito que se identificou como Caboclo das Sete Encruzilhadas em 15 de novembro de 1908. O que importa para nós ao certo? Prefiro acreditar que Deus e os espíritos superiores acreditam em nós para nos presentear com uma nova maneira de praticar o bem, o amor e a caridade – tão comentada por ai.

Também prefiro acreditar que a Umbanda nasceu em 1908 com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois esta época está mais próxima de nós. O Caboclo veio até nós pessoalmente para dizer qual era o plano dos espíritos para nós a partir daquele momento – e ao meu ver – isso vale muito mais do que o restante.

Desde 1908 muitas revoluções aconteceram no mundo, momentos decisivos, guerras e destruições em massa assolaram nosso planeta de bênçãos, mas o que temos feito com “mais uma” religião que os espíritos nos confiaram? Minha resposta: - Alguma coisa para tentar destruí-la e usá-la para persuadir o povo (algumas vezes) como se fosse a única verdade da Terra.

Participo hoje de alguns grupos de estudos espíritas, umbandistas e universalistas na internet e, algumas vezes, por parte de alguns por aí, vemos essas discussões infundadas e intermináveis dentro da própria Umbanda lutando pela religião, mas de maneira um pouco duvidosa. Algumas vezes, sob o nome de “Intolerância Religiosa” queremos que as pessoas acreditem e permitam que nos deixem praticar a nossa religião da maneira que quisermos, pois o Fulano A ou o Sicrano B está “proibindo” nosso culto por ele ser pastor Evangélico, padre Católico ou dirigente Espírita.

Mas, pergunto a vocês: Para que entrar nessas discussões sem fim se a própria Constituição Brasileira assegura a liberdade religiosa? Para que vou entrar numa briga sem limites com outro culto religioso, sendo que a própria “Lei dos Homens” me assegura essa liberdade?

Isso para mim soa o que a Igreja Católica fez conosco na Idade Média com a Santa Inquisição e, também, as Cruzadas.Para que lutar por uma coisa que JÁ TEMOS DIREITO? Não é perder tempo? O que estamos fazendo de uma religião nascida em berço esplendido, pátria amada e idolatrada? Alguns poucos infiltrados na religião estão querendo destruí-la ou, quem sabe, transformá-la em um “poder legislativo” de caráter religioso para induzir as pessoas a “votarem a favor”.

Gente, vamos acordar! Estamos vivendo mudanças drásticas e importantes para o futuro do nosso planeta. Temos serem milenares nos planos inferiores do plano espiritual que tentam a todo custo deter o progresso do nosso planeta, utilizando dos seus subordinados e suas artimanhas para nos influenciar a seguir seus comandos, atrasando ainda mais o nosso destino planetário, onde o nosso Governador Maior e Administrador é Jesus, ou Oxalá. O que importa seu nome também?

A Umbanda reviveu ou nasceu? Não importa. Está viva em nossas mãos para trabalharmos para o bem do próximo e para a caridade alheia e não para conseguirmos mais votos para a nossa causa e ‘transformarmos’ o mundo em um “umbandismo” geral.

Temos uma parcela de responsabilidade pela imagem que uma religião tem, independentemente do que ela prega ou que seus fiéis acreditam. Isso me faz lembrar o que Chico disse em uma certa feita: A Umbanda será o que nós [espíritas] fizermos dela. Nessa frase dita por nosso célebre e respeitável Chico traduz uma grande parte disso.

Em todas as religiões tem seus discípulos “atravessados” e que vem naquela Seara para bagunçar com o coreto (como diz o ditado popular). Nós cobramos “Tolerância Religiosa” por nossa religião, mas não respeitamos o nosso irmão Pentecostal ou Evangélico que está ao nosso lado muitas vezes. Atacamos sua crença no velho Testamento, na maneira deles estudarem e interpretarem os textos bíblicos de maneira diferente da nossa – e o que fazemos com eles? Cuspimos na cara deles, dizendo que a “verdade deles” está errada e a “nossa verdade” é a certa.

Agora uma questão básica sobre isso: Cadê a nossa capacidade em tirar nossos irmãos perdidos nas drogas, alcoólatras, prostitutas e bandidos de toda estirpe das perdições desse mundo insano? Algum de nós (espíritas, umbandistas, universalistas ou católicos) conseguimos fazer esse trabalho que os pastores evangélicos e pentecostais sérios fazem com bastante estima? Acredito que a resposta de todos é clara: NÃO CONSEGUIMOS E ELES CONSEGUEM SIM E CONTINUAM CONSEGUINDO.

O próprio Cristo disse: Na Casa do meu Pai existem várias moradas. Nesta frase podemos interpretar de várias maneiras e, em minha opinião, dessa forma também. Os evangélicos também fazem parte dessa Estrutura Espiritual de nosso planeta Terra e tem um trabalho fundamental para ser desenvolvido.

Lutar pelo bem, pelo amor ao próximo, pela caridade é algo que devemos fazer a partir de sempre, mas nesta data tão importante em que comemoramos mais um aniversário, 102 anos de Umbanda, uma religião brasileira poderíamos ter isso em nossas mentes e em nossos corações a partir deste momento para o resto de nossos tempos. Vamos refletir?

Hino da Umbanda

Refletiu a Luz Divina

Com todo seu esplendor

É do reino de Oxalá

Onde há paz e amor

Luz que refletiu na Terra

Luz que refletiu no Mar

Luz que veio de Aruanda para tudo iluminar

A Umbanda é paz e amor

É um mundo cheio de Luz

É a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz

Avante filhos de fé, com a nossa lei não há

Levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá

Parabéns Umbanda pelos seus 102 anos.

Um comentário:

  1. Carlos M Jr. mais uma vez, deixo aqui meus cumprimentos a voce, pela sua dedicação, sua iniciativa. Sucesso a voce nos seus empreendimentos na seara da divulgação do conhecimento, da fraternidade, caridade.. Oxalá o abençoe diariamente. Saúde e Paz. Pedro

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