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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

6 de janeiro - 3 Reis Magos

Hoje quero escrever para vocês a respeito de Magia, já que hoje comemoramos dia dos 3 Reis Magos e essa data sempre me trás uma certa nostalgia, até porque é costume no dia de hoje desmontar os enfeites de Natal de nossas casas.

A magia sempre esteve presente em nossas vidas desde tempos imemoráveis e, com isso, também nasceu nossa religião de Umbanda, onde trás em seus fundamentos o conhecimento mágico e iniciático por detrás de todos os nossos ritos: cânticos, pontos riscados, defumação, energia mental. Em tudo que fazemos, tem um pouco da magia. Um pouco dessa força.

Apesar de estarmos vivendo a era da tecnologia e do conhecimento e, com isso, muitas coisas deixaram se ser “mágicas” para se tornarem “ciências”, muitas coisas ainda são segredos que apenas os iniciados na Magia conseguem entender e compreender. Parece que tudo o que entendemos e compreendemos deixa de brotar dos nossos corações e passa a brotar apenas da nossa mente.

E daí eu vos pergunto: se a nossa fé e a nossa religião é um "religare" com as forças soberanas, será que as coisas que brotam apenas da nossa mente conseguem nos religarem aos planos superiores da vida se não brotar do nosso coração também e não perdermos a Magia do Sentimento?

Segue um texto da revista Superinteressante que fala um pouco a respeito dos 3 Reis Magos que é mencionado no Evangelho de Matheus.

Os magos só são mencionados em apenas um dos quatro evangelhos, o de Mateus. Nos 12 versículos em que trata do assunto, Mateus não especifica o número deles. Sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural - e não há nenhuma menção de que eram reis. "Não há evidência histórica da existência dessas pessoas", diz André Chevitaresse, professor de História Antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "São personagens criados pelo evangelista Mateus para simbolizar o reconhecimento de Jesus por todos os povos." De qualquer forma, a tradição permaneceu viva e foi apenas no século III que eles receberam o título de reis - provavelmente como uma maneira de confirmar a profecia contida no Salmo 72: "Todos os reis cairão diante dele". Cerca de 800 anos depois do nascimento de Jesus, eles ganharam nomes e locais de origem: Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia.

Em hebreu, esses nomes significavam "rei da luz" (melichior), "o branco" (gathaspa) e "senhor dos tesouros" (bithisarea). Quem hoje for visitar a catedral de Colônia, na Alemanha, será informado de que ali repousam os restos dos reis magos. De acordo com uma tradição medieval, os magos teriam se reencontrado quase 50 anos depois do primeiro Natal, em Sewa, uma cidade da Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, seus corpos teriam sido levados para Milão, na Itália, onde permaneceram até o século 12, quando o imperador germânico Frederico dominou a cidade e trasladou as urnas mortuárias para Colônia. "Não sei quem está enterrado lá, mas com certeza não são eles", diz o teólogo Jaldemir Vitório, do Centro de Estudo Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte. "Mas isso não diminui a beleza da simbologia do Evangelho de Mateus ao narrar o nascimento de Cristo." Afinal, devemos aos magos até a tradição de dar presentes no Natal. No ritual da antiguidade, ouro era o presente para um rei. Incenso, para um religioso. E mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).


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